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Washington quer impor recolher obrigatório em Port-au-Prince

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Washington quer impor recolher obrigatório em Port-au-Prince

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Hillary Clinton deslocou-se durante algumas horas à capital haitiana para assegurar que as intenções de Washington no país são apenas humanitárias.

A secretária de Estado norte-americana fez questão de falar aos jornalistas ao lado do presidente haitiano René Preval, a quem garantiu todo o apoio na ajuda às vítimas e à reconstrução do país.

Desde anteontem que as tropas norte-americanas controlam o aeroporto de Port-au-Prince com o objectivo de coordenar o afluxo da ajuda internacional.

Milhares de soldados deverão chegar nos próximos dias ao país para garantir a segurança na capital.

Uma presença que, para lá da urgência, se arrisca a despertar fantasmas do passado, quando os Estados Unidos invadiram o país para voltar a colocar no poder o presidente Jean Bertrand Aristide.

Clinton sublinhou que os norte-americanos estão no país a pedido do governo e com o objectivo de ajudar os haitianos. “Como disse Barack Obama estamos aqui hoje, amanhã e durante o tempo que for necessário”, afirmou.

A secretária de Estado afirmou, no entanto, aos jornalistas, no avião, pretender que o Parlamento haitiano declare o estado de emergência, dando mais poderes ao presidente para instaurar o recolher obrigatório na capital.

Desde há vários dias que Washington lidera a ponte aérea humanitária. Obama desbloqueou mais de 100 milhões de dólares, num momento em que as doações às ONG’s superam os 300 milhões de dólares.

O controlo norte-americano do aeroporto de Port-au-Prince criou um primeiro incidente diplomático com França, depois de um avião com ajuda humanitária francesa ter sido impedido de aterrar.