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Número de vítimas no Haiti poderá nunca ser conhecido

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Número de vítimas no Haiti poderá nunca ser conhecido

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As equipas de resgate relatam as enormes dificuldades no terreno, como a falta de segurança cada vez maior.

A euronews falou com Borja Miguélez, um dos funcionários do programa humanitário ECHO, enviado pela União Europeia.

“Neste momento encontramo-nos no quinto dia de trabalhos, numa operação que pode ser considerada como uma das maiores da história, de acordo com os números que analisamos. Estão representados mais de 21 países, mais de 50 equipas, perto de 2.000 pessoas e quase 200 cães pisteiros. As operações estão a ter muitas dificuldades pelas condições em que se encontra a cidade e os acessos no resto do país. Depois estão os problemas de segurança que obrigaram à evacuação de algumas equipas para evitar problemas e riscos aos socorristas. Por esse motivo, os dias de trabalho são mais curtos, mais pequenos do que deviam, mas os esforços continuam”, disse.

Embora algumas fontes continuem a fazer balanços pontuais sobre o número de vítimas, a dimensão do desastre é tal que os peritos dizem ser muito difícil tirar conclusões.

“Penso que não é bom que nos concentremos tanto e que tenhamos a obsessão com os números. Há milhares e milhares de pessoas afectadas com traumatismos que, segundo as equipas médicas que assistem aos resgates, não foram vistos em nenhum outro desastre até ao momento. Não creio que possamos chegar a saber com exactidão quanta gente morreu neste terramoto, infelizmente”, concluiu o funcionário das Nações Unidas.

As equipas de resgate e assistência mantêm uma corrida contra-relógio para fazer chegar a ajuda necessária a todas as vítimas, entre as quais se encontram muitas mulheres e crianças.