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Haitianos erguem campo de refugiados

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Haitianos erguem campo de refugiados

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Desde terça-feira passada que os vizinhos do bairro Delmas 33, a apenas dois quilómetros do aeroporto de Port-au-Prince, começaram a por de pé este verdadeiro campo de refugiados do sismo. Mais de 3 mil haitianos esperam desesperadamente por ajuda.

No complexo desportivo de Henfrasa, a ajuda é agora mais importante que o desporto, como explica o enviado especial da Euronews.

Já que não chega por terra, tentam que chegue pelo ar. Sem esperar qualquer milagre, fizeram uma pista de helicóptero no que antes era um campo de basquetebol.

Nunca recebemos ajuda humanitária, nunca recebemos assistência médica, é por isso que preparámos este sítio, se um helicóptero quiser pousar aqui para nos entregar coisas, o que quiserem dar-nos, estamos aqui para recebê-las.

Esta segunda-feira, curiosamente no dia em Bill Clinton esteve na capital haitiana, receberam ajuda pela primeira vez desde o sismo.

Até agora, só lhes tinha sido fornecido um tanque com água. Mesmo assim, falta de tudo. A população pede coisas tão simples como comida, água e água oxigenada ou Betadine, para ajudar a estancar as infecções que proliferam no local.
No meio de todo o sofrimento, o escape parece ser a música.

Um órgão resgatado dos escombros traz, nem que seja por momentos, a normalidade à vida destes haitianos.