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Presença militar norte-americana no Haiti não evita o aumento da tensão

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Presença militar norte-americana no Haiti não evita o aumento da tensão

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Os Estados Unidos tomam a liderança da presença militar no Haiti, com personalidades como o ex-presidente Bill Clinton a ajudar no terreno.

Países como França e Brasil criticaram a ânsia de protagonismo de Washington, que diz estar no país apenas para ajudar os haitianos inocentes.

O jornalista da Euronews Rafael Cereceda pergunta ao enviado especial no país, Luis Carballo, qual é o sentimento dos haitianos com a presença de 10 mil soldados americanos, tendo em conta o historial das intervenções militares americanas no Haiti.

“Os haitianos vêem isto de uma forma muito clara, estão conscientes de que vivem uma enorme tragédia e que todos os que chegam aqui, o fazem para ajudar, incluindo os Estados Unidos. Mas começam a ficar impacientes, uma semana depois do sismo, a ajuda e as equipas de socorro ainda não chegaram a certos bairros. Assistimos também a comportamentos cada vez mais agressivos. Hoje, à entrada do aeroporto, estavam centenas e centenas de haitianos que tentavam entrar no aeroporto para saírem do país. Viveram-se cenas de grande tensão.”

“Para terminar, os números das vítimas mortais desta catástrofe parecem estar sempre a mudar. Tens alguma ideia de como se está a fazer a estimativa de possíveis vítimas?”, pergunta Rafael Cereceda.

“É quase impossível fazer estimativas minimamente aproximadas no Haiti, porque faltam registos e porque os que existiam foram destruídos pelo sismo. Os média têm insistido muito no número de mortos e deixamos de lado o verdadeiro drama que é o sofrimento dos haitianos.