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Saída de Jeleva atrasa tomada de posse da Comissão Barroso II

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Saída de Jeleva atrasa tomada de posse da Comissão Barroso II

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A Comissão Barroso II vai ter de esperar mais algumas semanas para começar a trabalhar. Rumiana Jeleva, comissária designada pela Bulgária, renunciou ao cargo, depois de ter estado no centro de uma polémica devido às alegadas ligações do marido ao crime organizado. A ministra búlgara dos Negócios Estrangeiros é acusada também de conflito de interesses e de incompetência para ocupar a pasta da Ajuda Humanitária, após a audição da semana passada.

A saída de Jeleva deu origem a uma guerra política.

O Partido Popular Europeu (PPE), principal formação no Parlamento Europeu, saiu em defesa de Jeleva, evocando uma manipulação mediática dos outros grupos políticos. Joseph Daul, presidente dos conservadores, afirma: “Não acredito que a candidata búlgara não tinha as competências para ser uma boa comissária. Acredito, pelo contrário, que foi vítima de uma pequena guerra política bastante patética”.

Os conservadores ameaçam ripostar, enquanto os socialistas e liberais, por intermédio do líder Martin Schulz, respondem: “Acho que não se trata de uma batalha entre grupos políticos, considero que os conservadores não querem compreender que são o grupo mais forte do parlamento mas que não têm uma maioria”.

A sucessora de Jeleva é Kristalina Georgieva, vice-presidente do Banco Mundial.

Mas a nomeação obriga a realizar novas audições, o que implica atrasar, de 26 de Janeiro para meados de Fevereiro, a votação dos eurodeputados e a tomada de posse da Comissão, que deveria estar em funções desde Novembro.