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Sobreviver a sismo num orfanato no Haiti

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Sobreviver a sismo num orfanato no Haiti

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O orfanato Notre-Dame de la Nativité, na parte sudoeste de Port-au-Prince, é um dos 74 orfanatos do país e as 130 crianças que acolhia estavam todas em processo de adopção por famílias francesas.

Mas, o sismo matou cerca de metade das crianças. As que sobreviveram dormem ao relento; falta comida, água e medicamentos.

A directora do orfanato, Evelyne Nidy-Jacques, conta que até agora recenseou 53 crianças falecidas, mas a contagem ainda não acabou.

Algumas destas crianças deveriam partir para França por estes dias. Entre os sobreviventes, há feridos e desde o sismo não viram ninguém.

Uma das crianças feridas chama-se Jerry. Tem três anos e meio. Está ferido na cabeça, está a sofrer muito, mas a única coisa que a directora tem para o tratar é paracetamol.

Durante a visita chega uma equipa da protecção civil francesa. Vem fazer uma lista das necessidades, mas depressa se apercebe da gravidade da situação. O pequeno Jerry será levado de imediato para um hospital.

A história do orfanato de Notre-Dame de la Nativité é igual à de tantas outras instituições do Haiti.

Desde o sismo, os pais adoptivos tentam mobilizar os respectivos governos nacionais para que seja enviado socorro e realizado um repatriamento das crianças.

A Holanda foi o primeiro país a fazê-lo. Ontem partiu um avião com uma centena de crianças.

Paris, por exemplo, prometeu acelerar a transferência de crianças cujo processo estava na recta final, enquanto os Estados Unidos anunciaram que vão dar o estatuto de refugiado humanitário a crianças que podem ser adoptadas no país.