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Port-au-Prince: uma semana de tragédia em imagens

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Port-au-Prince: uma semana de tragédia em imagens

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Exactamente uma semana depois do sismo devastador no Haiti, um vídeo amador ilustra a dimensão da tragédia.

As imagens agora divulgadas, capturadas por um soldado brasileiro da missão das Nações Unidas, mostram as ruínas da igreja onde faleceu a médica brasileira Zilda Arns, nomeada para o prémio Nobel da Paz e fundadora de uma organização humanitária.

Uma semana depois, outra igreja em chamas ilustra a contínua devastação em Port-au-Prince.

O governo haitiano contabiliza até ao momento mais de 70 mil mortos. Estados Unidos e União Europeia estimam que o balanço final se situe nas 200 mil vítimas mortais.

A ONU vai enviar mais 3500 efectivos para o terreno e ontem chegaram já reforços militares norte-americanos, para ajudar a tentar reestabelecer a segurança e distribuir as ajudas humanitárias.

Em frente à embaixada do Canadá, na capital do Haiti, centenas de detentores de passaportes canadianos tentam obter um visto para deixar o país e fugir à devastação.

Um homem explica que veio “buscar a filha, que perdeu toda a família” e acrescenta que não pode “voltar para o Canadá sem ela, porque seria o mesmo que abandoná-la para morrer”.

Na embaixada dos Estados Unidos, o cenário é o mesmo. Washington mostrou-se disponível para atribuir um estatuto humanitário temporário a orfãos haitianos, para que possam ser tratados em solo norte-americano.