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Ajuda humanitária começa a chegar e a gerar cenas de conflito

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Ajuda humanitária começa a chegar e a gerar cenas de conflito

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Ajuda humanitária sim, mas não de qualquer forma. Os bens de primeira necessidade largados de aviões ou helicópteros provocam muitas vezes rixas entre a população que há uma semana espera e desespera por um pouco de ajuda.

Apesar da frequência com que acontecem, cenas como esta acabam no entanto por não atingir as proporções da violência provocada pelas pilhagens. O embaixador haitiano nos Estados Unidos apelou esta terça-feira para que se acabe com esta forma de distribuição de ajuda humanitária.

Todos os meios são bons para se conseguir bens de primeira necessidade. Quem não o consegue fazer em terra, fá-lo por mar.

O activista dos direitos humanos, Jesse Jackson, refere que “em 1989 um sismo de 7 graus atingiu São Francisco, morreram 63 pessoas. Um sismo de 7 graus atingiu o Haiti, e estima-se que mais de 200 mil pessoas morreram. A pobreza é, juntamente com o sismo, o grande factor”, para a situação actual.

Leogane, a 15 quilómetros de Porto Príncipe, onde se situou o epicentro do sismo de há uma semana, assistiu à chegada de vários helicópteros Black Hawk norte-americanos com ajuda humanitária. Perto de 800 soldados distribuíram água e víveres pela população local.