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Revolução na cirurgia ortopédica

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Revolução na cirurgia ortopédica

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Andrew Kent, partiu a perna, quando tentava escalar uma rocha.

Operado de imediato,a cirurgia falhou.

Os médicos de um hospital britânico usaram as suas próprias células estaminais, para cicatrizar a fractura, com uma técnica que julgam, virá revolucionar a cirurgia ortopédica.

Os cirurgiões tinham avisado: corria o risco de sofrer uma amputação. Como alternativa, sobrava a nova técnica.

O cirurgião ortopédico Anan Shetty retirou células estaminais da medula do seu paciente.

Misturou-as com gel colagénio para fazer uma pasta, aplicada depois nas fracturas.

Fixaram então a perna a uma estrura metálica, para lhe devolver a coesão óssea, entretanto perdida.

“Se alguém tem uma fratura, demora aproximadamente três meses para a curar. Se aplicar esta técnica, reduz, pelo menos, em 50 por cento, esse prazo de imobilidade. E igualmente nos casos mais graves, em que a única opção é a amputação, esta técnica, penso eu, tem um benefício enorme”, diz o cirugião responsável.

No caso do sr. Kent, o tempo de recuperação foi mais longo.

O gel está a ser usado, em combinação, com as células estaminais, para regenerar a cartilagem rasgada do joelho.

O uso do gel colagénio foi iniciado por um cirurgião ortopédico da Coreia do Sul, o professor Seok Jung Kim, que ajudou o o cirurgião, Anan Shetty, no lançamento desta técnica:

“Muitas pessoas que têm problemas ou lesões nos joelhos, podem fazer esta terapia eficaz e de custos muitos baixos, usando esta técnica”.

Em Dezembro, seis meses depois de a fractura ter sido tratada, com as células estaminais, a estrutura metálica foi retirada.

Os cientistas acreditam que 18 meses é o prazo necessário, para a cura definitiva.

Isso quer dizer que, dentro de um ano, o sr. Andrew Kent pode voltar a escalar montanhas.