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Ajuda humanitária começa a chegar a mais haitianos

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Ajuda humanitária começa a chegar a mais haitianos

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No Haiti, a ajuda humanitária começa, lentamente, a organizar-se. As estruturas básicas ruíram e é preciso um pouco de tudo.

Os papéis dos actores internacionais começam a definir-se, ainda que os norte-americanos estejam em força no país.

Uma das questões que se põe é o possível domínio americano. Há países que já mostraram o seu desagrado, mas há haitianos satisfeitos com esta intervenção.

Euronews: Vimos os americanos a enviarem tropas, a ONU enviou tropas, quem está no comando?

David Wimhurst, Porta-voz da ONU: Bem, na verdade estamos todos, os mecanismos de coordenação, estabelecidos com os americanos e os canadianos, têm sido muito bem sucedidos. Partilhamos responsabilidades e nós, a ONU, vamos coordenar estas operações. Vamos focar-nos nas questões de segurança já que as tropas americanas estão aqui, no terreno, e podem escoltar e proteger todas as entregas humanitárias.

E: A ajuda humanitária está a demorar muito tempo a chegar aos haitianos. Porquê?

DW: Ouça, só há uma pista de aterragem em Port au prince. Chegam diariamente a esse local cento e cinquenta aviões. Vamos abrir um corredor humanitário via República Dominicana para conseguirmos que outros voos aterrem e depois a ajuda vem de camião se for necessário. São corredores estratégicos. O porto não está funcional. O primeiro navio fez os possíveis por chegar aqui ontem e vamos ter um porto flutuante em um ou dois dias. Os carregamentos vão começar a chegar mais depressa.

Sair de Port au Prince para chegar a outros pontos do país foi o principal cavalo de batalha nos últimos dias. Mas a Protecção civil confirma que a ajuda começa a chegar às pessoas fora da capital e que as operações humanitárias estão a correr melhor.