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Ajuda humanitária e presença norte-americana na origem de tensões no Haiti

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Ajuda humanitária e presença norte-americana na origem de tensões no Haiti

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Centenas de haitianos concentram-se diariamente junto ao aeroporto na esperança de encontrar ajuda e trabalho.

O país já era pobre antes do terramoto que devastou a capital. Agora, as dificuldades são ainda maiores. A rede de água e as telecomunicações funcionam mal, os bancos só agora começam a funcionar. As pessoas não têm dinheiro. A tensão é elevada.

“Há muita gente, muitos americanos e franceses aqui. Mas para que vêm? Vêm para nos ajudar? Não vemos essa ajuda. Há muitas crianças nas ruas, as pessoas morrem nas ruas. Ainda há pessoas debaixo dos escombros. O que é que vieram aqui fazer? Vieram ajudar-nos ou ver as vistas ou estão a fazer pouco de nós?”, questiona uma haitiana de Port au Prince.

Mas nem todos os habitantes locais criticam a presença de forças internacionais, como um haitiano que diz estar “muito contente com a presença dos americanos porque os Haitianos não são responsáveis. Para sair desta situação, é preciso que os americanos cuidem do país. Têm de cá ficar para que os Haitianos possam viver.”

Barack Obama decidiu enviar mais quatro mil militares para o Haiti. Os Estados Unidos passam assim a contar com quinze mil soldados no terreno, um contingente maior que o da ONU.

O protagonismo dos Estados Unidos incomoda alguns países. A Venezuela, a Nicarágua e a Bolívia vêem a presença norte-americana como uma ocupação militar.

O Brasil, que lidera a missão da ONU no Haiti, desvaloriza a polémica e pretende trabalhar em conjunto com os norte-americanos.

O comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária desloca-se hoje à ilha das Caraíbas.