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Expropriados de Auschwitz reclamam indemnização

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Expropriados de Auschwitz reclamam indemnização

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Nas vilas em redor do campo de concentração de Auschwitz, há polacos que ainda esperam por justiça.
 
Foram mais de cinco milhares as famílias que ficaram sem casa, quando a Alemanha nazi expropriou as terras para construir o campo de extermínio.
 
Cinquenta anos depois, ainda esperam pelas compensações prometidas. É o caso de Marian Barus, que tinha 7 anos quando os soldados alemães ocuparam a vila.
 
“Houve uma grande confusão na altura, quando fomos expropriados. Os nazis proibiram-nos de levar o gado ou os cavalos, por isso os animais andavam à solta pela vila. Aqueles que não tiveram que sair nessa altura ficaram atónitos. Foi horrível.”
 
Os nazis deram 2 horas à família Barus para recolher os seus pertences. Pai, mãe e filhos caminharam 10 quilómetros em temperaturas negativas para chegar à vila mais próxima.
 
“As condições da expropriação foram muito duras. Alguns dos jovens foram enviados como escravos, isto tem de ser dito assim, para trabalhos forçados na Alemanha e outras pessoas foram reinstaladas noutros territórios sob o domínio alemão.”
 
Depois da II Guerra Mundial, a Polónia tomou controlo de Auschwitz, mas não devolveu as terras aos anteriores proprietários.
 
Grande parte dos expropriados não quer voltar ao local onde morreu um milhão de pessoas, mas reclama uma recompensa pelos danos causados.