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Haiti: A desunião europeia

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Haiti: A desunião europeia

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O sismo no Haiti abriu brechas na nova arquitectura da União Europeia.

Catherine Ashton, duramente criticada por não ter ido ao terreno, anuncia agora que vai visitar em breve o Haiti, mas sem revelar uma data.
A nova chefe da diplomacia europeia quer acabar com as críticas por ter deixado o protagonismo à homóloga americana.

Com Catherine Ashton em viagem pelos Estados Unidos para abordar a questão da ajuda a longo prazo, os europeus reanimam a ideia de criar uma força de intervenção humanitária, que teria permitido à União Europeia reagir depressa à catástrofe. A proposta remonta a 2006, mas para o analista Antonio Missiroli, do Centro de Política Europeia, é importante basear-se num precedente para desenvolver a força.

Nos próximos dias a união dos europeus voltará a ser posta à prova.

Esta segunda-feira, Ashton reúne, em Bruxelas, os chefes da diplomacia dos Vinte e Sete, mas nem todos vão estar presentes. Alguns, a começar pelo francês, Bernard Kouchner, preferem ir a Montreal, no Canadá, para a Conferência Internacional de doadores para o Haiti.