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Haiti: receber ajuda humanitária ou deixar Port-au-Prince

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Haiti: receber ajuda humanitária ou deixar Port-au-Prince

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Os Haitianos vivem mais um dia incerteza.
A população está dividida entre ficar em Port-au-Prince ou aderir ao programa governamental que pretende enviar 400 mil pessoas para fora da capital para serem realojadas em casas que deverão ser construídas longe da costa.

São poucos os haitianos que decidiram partir, até porque Port-au-Prince é a única cidade haitiana onde a ajuda humanitária é distribuída de forma eficaz e organizada.

De acordo com as Nações Unidas, a distribuição de ajuda no Haiti está retida em cerca de 691 bloqueios em estradas e pontes danificadas pelo sismo de 12 de Janeiro, que matou pelo menos 75 mil pessoas.

De acordo com a mesma fonte e com base em fotografias tiradas por satélite, pelo menos, 224 estradas estão cortadas na ilha.

Junto ao Palácio Presidencial, centenas de sobreviventes faziam fila calmamente para receberem alimentos e água dos capacetes azuis brasileiros.

A réplica do sismo de quarta-feira sentida durante a manhã acabou por não perturbar a calma na capital da ilha das Caraíbas.

Cenário diferente o que ocorreu antes do abalo se fazer sentir.

O armazém de uma organização humanitária americana, na periferia de Port-au-Prince, foi invadido e saqueado.

A tensão já estava presente durante a distribuição de sacos de arroz, mas acabou por degenerar quando um grupo de jovens armados chegou ao local, não olhando a meios para ultrapassar todos os que esperavam.