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Sindicatos criticam fecho da Opel em Antuérpia

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Sindicatos criticam fecho da Opel em Antuérpia

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A Confederação Europeia De Sindicatos condenou o encerramento anunciado da fábrica da Opel em Antuérpia.

Os trabalhadores da fábrica belga avançaram com acções de protesto, com o objectivo de bloquear as entregas de novos carros.

Os sindicatos defendem que a decisão é sobretudo baseada em critérios políticos e não económicos.

A sindicalista Chantal Decraie diz que “a Bélgica é demasiado pequena para oferecer milhares e milhares, enquanto a Alemanha é muito maior. Falta honestidade e humanidade”.

O fecho da fábrica, provavelmente até ao fim de Junho, foi anunciado pela casa-mãe da Opel, a General Motors, como parte da plano de reestruturação das operações europeias do gigante norte-americano.

Os sindicatos apelaram ao governo belga para agir contra a GM através de Bruxelas. Uma deputada do parlamento flamengo defende que “a fábrica de Antuérpia é bastante competitiva e a Comissão Europeia deve investigar as bases da decisão, que é incompreensível”.

O encerramento do local significa a perda directa de 2600 empregos. Os sindicatos dizem que outros 10 mil postos de trabalho serão perdidos na indústria de componentes.

“A condenação à morte da Opel em Antuérpia é uma espécie de símbolo da crise do sector automóvel na Europa. A União Europeia enfrenta dificuldades para impor aos Estados-membros as regras do mercado único e das ajudas estatais. Aqui, os trabalhadores da Opel perguntam-se porque é que a sua fábrica tem de ser sacrificada, e não acontece o mesmo noutras fábricas europeias.”