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Haiti: adopção não é prioridade

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Haiti: adopção não é prioridade

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Proteger as crianças é prioritário à adopção. Esta é a posição das organizações de defesa das crianças, no momento em que diversos países se apressam a tentar executar os processos de adopção em curso antes do terramoto e em que surgem notícias sobre o desaparecimento de várias crianças, no Haiti.

O porta-voz da UNICEF no país confirma que ouviu falar desses desaparecimentos e está muito preocupados. “Estes casos vão ser investigados pelo governo e a UNICEF está a trabalhar em conjunto com as autoridades e com outras organizações para se assegurar que estas coisas vão acabar”, afirma.

Antes do sismo, o Haiti tinha cerca de 300 mil órfãos e muitos países como a Holanda, Bélgica, a França ou os Estados Unidos tinham acordos e processos pendentes no país para adopção de crianças. Alguns processos já tinham julgamento favorável outros aguardavam a ordem da justiça.

Os processos dos órfãos vítimas do terramoto vão ainda passar por várias fases:
“Para estes órfãos é ainda muito cedo para falar de adopção. Temos que esperar e estar seguros sobre cada situação. Será que perderam os país? Não têm mais familiares – um tio, uma tia, um irmão – que possam ocupar-se deles? Só depois de esgotadas todas essas possibilidades e incluindo a hipótese de adopção por uma família haitiana é que se pode ponderar uma adopção internacional”.

As 33 crianças que ontem chegaram a França tinham já o processo de adopção concluído antes do sismo. A França espera agora a chegada de mais 276 crianças cujo julgamento já tinha sido pronunciado, mas aguardavam os vistos para viajarem.