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Justiça francesa vai investigar suspeitos de genocídio do Ruanda

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Justiça francesa vai investigar suspeitos de genocídio do Ruanda

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A França quer apertar o cerco aos criminosos de guerra exilados em Paris. Dois juízes franceses foram, este sábado, ao Ruanda para investigar queixas sobre alegados suspeitos de envolvimento no genocídio de 1994, que fez 800 mil mortos.

Callixte Mbarushimana vive livremente nos arredores de Paris. Antigo funcionário da ONU no Ruanda, é acusado pela Interpol de ter participado no genocídio, e continuou a trabalhar na ONU nos seis anos que se seguiram.

Mas nega ter tido participado em milícias armadas, ainda que seja o secretário-geral do grupo rebelde FDLR, composto por hutus que participaram no genocídio da população tutsi.

Até agora, a França recusou o pedido da Interpol para o extraditar porque o Ruanda aplica a pena de morte. Mas um relatório da ONU descreve que o antigo funcionário coordenou e chegou a participar em massacres contra os próprios colegas da ONU, antes destes serem evacuados.

Gregory Alex participou na operação de evacuação de funcionários da ONU do país. Chegou tarde demais para salvar uma colega e doze meninas. Mas diz que agora é tarde e que “algo devia ter sido feito e dito há dez anos, há quinze anos, há cinco anos”.

Dezasseis anos depois, a ferida continua aberta. Nicolas Sarkozy vai ao Ruanda em Fevereiro, naquela que será a primeira visita de um presidente francês desde o genocídio.