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Museu do Holocausto em Jerusalém expõe plantas arquitectónicas inéditas de campos de concentração

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Museu do Holocausto em Jerusalém expõe plantas arquitectónicas inéditas de campos de concentração

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O museu israelita Yad Vashem, em Jerusalém, dedicado ao holocausto, vai exibir a partir desta semana as plantas arquitectónicas originais dos campos de concentração nazis de Auschwitz e Birkenau.

A exposição coincide com o sexagésimo quinto aniversário da libertação dos campos.

Marta Weiss, uma sobrevivente, está siderada com estes documentos: “O facto de terem sido capazes de, a sangue frio, planear os campos, é impressionante. Uma coisa é matar alguém na sequência de uma zanga, outra é planear a maior exterminação de sempre, como se estivessem a lidar com a construção de uma escola. É assustador”.

Crê-se que nos dois campos tenham sido exterminados mais de um milhão de judeus.

Os documentos foram encontrados em 2008 num apartamento abandonado em Berlim. O jornal alemão Bild publicou a descoberta depois de a ter autenticado junto de especialistas.

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu, utilizou estas plantas, numa sessão plenária da ONU, para refutar os argumentos do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadineijad, que afirma ter sido o holocausto uma invenção histórica.