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Parlamento francês discute proibição da burka

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Parlamento francês discute proibição da burka

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A França não vai proibir totalmente o uso do véu integral, como o niqab, salvo em certos lugares. Andar na rua apenas com os olhos à mostra vai ser ser legal. É o que se conclui do pacote de medidas que vai ser apresentado por uma comissão parlamentar em França.

Os 32 deputados, com diferentes opiniões, propõem a interdição do véu integral nos serviços administrativos, nos serviços públicos, nos transportes, hospitais e colégios. Esta proibição refre-se ao uso do nicab e da burka, que cobrem os rostos.

O comunista André Gerin lidera a comissão parlamentar sobre o véu:

“Provavelmente é apenas residual, mas é a ponta do iceberg- em baixo existe uma maré negra enorme, fundamentalista – que ocorre em certas partes do país, como uma espécie de sharia… É completamente contraditório em relação ao modo de vida e às regras da República Francesa”.

O trabalho da comissão, criada na sequência da intervenção de Sarkozy num congresso, em 2006:

O presidente francês afirmou:

“Não podemos aceitar que em nosso país haja mulheres prisioneiras atrás de uma rede, afastadas da vida social, privadas de identidade. Esta não é a ideia que tem a República Francesa da dignidade da mulher”

Em França, duas mil mulheres usam o nicab e mesmo ou a burka, segundo os dados oficiais. As visadas mostram incompreensão:

“Não é nada simpático dizerem que não querem que usemos a burka ou seja o que for que chamem no nosso país, porque nós também somos cidadãos, somos franceses, vivemos aqui, é preciso que nos aceitem como somos. “

“Se a lei nos proíbe uma coisa não posso fazer nada contra isso. Em vez de ir contra a lei, prefiro regressar ao meu país, Marrocos”.

No entanto, segundo uma sondagem publicada pelo jornal Le Parisien, 65% dos franceses está a favor da proibição total do nicab e da burka, inclusive na rua.