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Comissão parlamentar francesa recomenda proibição da 'burqa'

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Comissão parlamentar francesa recomenda proibição da 'burqa'

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A França debate o uso da burqa.

A comissão parlamentar encarregue de estudar o tema apresentou aos deputados o relatório final.

Não há consenso sobre a proibição total da burqa e do niqab mas o documento recomenda a proibição do véu integral nos serviços públicos.

Cabe agora aos deputados franceses decidir se fazem ou não uma lei.

O presidente da Assembleia da República francesa afirma que “o véu integral é contrário aos princípios republicanos e representa tudo o que a França rejeita”.

Para Bernard Accoyer, a ‘burqa’ é “o símbolo da subjugação das mulheres e a bandeira do integrismo extremista”.

A comissão sugere a criação de disposições legais que obriguem a que os rostos sejam descobertos nos transportes, nas escolas e noutros locais públicos.

Uma mulher justifica o uso da ‘burqa’:

“O mais importante é satisfazer Deus. O olhar dos outros não é o mais importante. Eles não estarão cá no dia da nossa morte, quando estaremos todos perante o Senhor.

Outra francesa diz que vive “num país livre” e que “cada um tem o direito de escolha”.

Segundo dados do ministério do Interior, há menos de duas mil mulheres a envergar a burqa em França.

A proibição do véu integral conta com o apoio do presidente Nicolas Sarkozy.

Segundo uma sondagem recente, a maioria dos franceses é contra o uso da ‘burqa’.