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Haiti mergulhado no caos à margem da cimeira de doadores

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Haiti mergulhado no caos à margem da cimeira de doadores

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O desespero gera a violência, no Haiti.

A ajuda humanitária ainda escasseia, 13 dias depois do sismo, e centenas de pessoas atropelam-se para obter um pedaço de pão.

Em Port-au-Prince, capacetes azuis da ONU dispararam tiros de borracha e gás lacrimogéneo para dispersar os quatro mil haitianos que esperavam por ajuda, perto do palácio presidencial.

Longe do caos da capital haitiana, em Montreal, no Canadá, 20 países fizeram o balanço da tragédia e traçaram as prioridades do processo de reconstrução do país. Mas as linhas mestras da ajuda ao Haiti só devem ficar definidas em Março, numa conferência nas Nações Unidas em Nova Iorque.

Hillary Clinton respondeu às críticas daqueles que acusam os Estados Unidos de terem demasiado protagonismo no Haiti:
“É importante que nos vejamos como parceiros e não como patronos. Que possamos trabalhar intensamente em conjunto para produzir resultados que possam ser vistos pelo povo haitiano. O nosso objectivo é um futuro pacífico e próspero para os haitianos. “

As autoridades haitianas suspenderam as buscas, 13 dias depois do sismo de magnitude 7. No entanto, uma equipa voluntária mexicana continua a procurar sobreviventes, nas ruínas de um hotel que em tempos foi de luxo.

Trabalham sem parar e sem muitos meios e acreditam que ainda é possível encontrar pessoas com vida debaixo dos escombros.

A tragédia do passado dia 12 fez 150 mil mortos, segundo as estimativas do governo haitiano e mais de um milhão de desalojados, que lidam diariamente com a fome, a sede e as doenças, nos inúmeros campos de refugiados.