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População haitiana começa a reconstrução


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População haitiana começa a reconstrução

Enquanto em Montreal se discute a reconstrução, do Haiti, alguns habitantes começam a reerguer as suas casas.

Grande parte da população continua sem água e electricidade, só quem tem gerador próprio tem luz. Mas a necessidade de encontrar um tecto é imperativa. As pessoas queixam-se de falta de auxílio.

Um haitiano explica que não teve qualquer ajuda, vai fazer tudo sozinho porque não viu ninguém ir para aquela zona. Acrescenta que está a tentar recuperar a casa porque dorme ao relento e não há quem o possa ajudar.

O campo de refugiados que a equipa humanitária portuguesa está a construir, em Port-au-Prince, começou já a atrair pessoas que querem abandonar as ruas onde vivem desde o terramoto. De forma pacífica pedem um lugar nas tendas já instaladas.

Entretanto, em Montreal, no Canadá, Bernard Kouchner, Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, explicou que este encontro, entre a comunidade internacional e o Haiti, não serve para se apresentar queixas ou mostrar compaixão. Serve para preparar o futuro. Acrescenta que não pretendem ocupar ou governar o país mas ajudar na governação e reconstrução.

Apesar dos bens estarem a chegar a um maior número de localidades, em Port au Prince a questão mais problemática continua a ser a distribuição de ajuda humanitária entre os habitantes.

A entrega de comida, junto ao que resta do Palácio presidencial, transforma-se numa autêntica luta pela sobrevivência entre centenas de pessoas. As forças da ONU no terreno pouco ou nada podem fazer.

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