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Roménia recebe mais ajuda da UE e do FMI

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Roménia recebe mais ajuda da UE e do FMI

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A Roménia vai receber a segunda fatia do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE). As duas instituições retomam a entrega da ajuda depois do novo governo romeno se ter comprometido a reduzir o défice público que, em 2009, atingiu 7,3% do PIB.

O FMI vai entregar mais 2,3 mil milhões de euros e a União Europeia mais mil milhões. Somas que fazem parte de um empréstimo de 20 mil milhões de euros concedido no ano passado para que Bucareste pudesse fazer face à crise.

O chefe da missão do FMI, Jeffrey Franks, explica: “Conseguir um défice público abaixo dos 5,9% do PIB em 2010 era uma etapa crucial para consolidar as contas públicas da Roménia e uma medida chave que permitiu ao FMI e à UE reavaliarem as posições”.

A entrega do empréstimo esteve bloqueada devido à crise política que terminou com a reeleição do presidente Traian Basescu e a formação de um novo governo, no final de Dezembro. O executivo apresentou então um orçamento de austeridade, fortemente contestado pelos romenos.

Ramona Manescu, eurodeputada romena do grupo liberal, afirma que “desde o início o governo tomou a má decisão e negociou mal as condições do empréstimo com o FMI”. “Agora a Roménia está numa posição em que tem de pressionar os cidadãos e num momento de crise não é boa ideia”, defende.

A Roménia é um dos países mais pobres da Europa e antes da crise já se debatia com um elevado défice público. Para baixar a despesa, Bucareste prevê suprimir 100 mil postos de trabalho na função pública.