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Aposta arriscada de Karzai no Afeganistão

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Aposta arriscada de Karzai no Afeganistão

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Será que o plano de reconciliação com os talibãs, proposto pelo presidente Karzai, é realista? Até agora, sempre recusaram negociar e continuam a ganhar terreno no Afeganistão.

No entanto, o presidente insiste na estratégia. Repete que, para abandonarem a luta armada, é preciso proporcionar-lhes um emprego. Ainda esta segunda-feira Karzai o defendeu:

“Os talibãs que não pertendem à Al-Qaeda ou outras redes terroristas são benvindos no país. Têm, apenas, de largar as armas e submeter-se à Constituição do Afeganistão”.

O líder afegão quer, deste modo, encontrar uma solução política para o conflito armado. Não é novidade, já tinha sido proposto pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, na conferência sobre o Afeganistão que se realizou em Haia, em Março de 2009.

“Devemos apoiar os esforços do governo afegão para separar os extremistas da Al Qaeda dos que os apoiam por desespero e não por convicção”.

No entanto, a política da mão estendida não exclui as operações militares. O general McChrystal conta com um reforço de 37 mil soldados, 30 mil dos quais, norte-americanos. Tem como objectivo garantir a segurança das províncias de Helmand e Kandahar, e debilitar os extremistas para que o governo de Karzai possa negociar uma posição de igual para igual.

Mesmo que a população não saiba o que pensar, sente-se o pessimismo aumentar nas grandes cidades.

Khoja Mohammad é deslocado de guerra:

Atesta que vivem em tendas e tremem de frio. Estão pessoas a morrer. Por isso o que querem que saia desta conferência é a construção de casas e a segurança no país.

Viver em paz, é o que esperam os habitantes de um campo de refugiados de Cabul, tal como toda a população afegã. .