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Blair: "Depois do 11 de Setembro não podíamos correr mais riscos"

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Blair: "Depois do 11 de Setembro não podíamos correr mais riscos"

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O antigo primeiro-ministro britânico, Tony Blair, iniciou esta sexta-feira em Londres o depoimento perante a comissão de inquérito sobre a guerra do Iraque.

A comissão é presidida por Sir John Chilcot e examina o processo e consequências da intervenção militar britânica no Iraque.

“É verdade que era uma questão que dividia, no sentido em que havia dois grupos: um grupo forte na comunidade internacional, no parlamento britânico e mesmo no seio do Conselho de Ministros que pensava que era o caminho a tomar. Na União Europeia, penso que 13 dos 25 membros estavam do lado dos Estados Unidos”, explica Tony Blair.

O antigo primeiro-ministro britânico afirma que o 11 de Setembro foi um momento crucial na medida em que mudou a percepção do risco que o regime de Saddam Hussein representava para a segurança: “Para mim, o que mudou foi o cálculo de risco. Era o que defendia na altura e defendo ainda hoje. O facto de três mil pessoas terem sido mortas nas ruas de Nova Iorque – um facto horrível. Depois disso, pensei que não se podiam correr quaisquer riscos com esta questão. Uma outra dimensão do problema, tal como fomos aconselhados, é que estes indivíduos poderiam usar armas químicas e biológicas, ou mesmo nucleares… isso mudou toda a nossa avaliação do risco em termos de segurança. Quero tornar isto claro: isto não era uma posição norte-americana; era a minha posição, a posição britânica”.

Prevê-se que as conclusões deste inquérito sejam publicadas no Verão. Entretanto, o presidente da Comissão de inquérito, John Chilcot, já confirmou que o actual primeiro-ministro, Gordon Brown, também vai prestar depoimento.

Outras figuras de primeiro plano do governo Blair já compareceram perante a comissão. Entre estes, destacam-se o antigo ministro dos negócios estrangeiros, Jack Straw, e o anterior procurador-geral, Lorde Goldsmith.