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Economias emergentes movimentam a agenda de Davos

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Economias emergentes movimentam a agenda de Davos

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Pela primeira vez na história, o desempenho económico dos países em desenvolvimento está a ultrapassar o dos países desenvolvidos.

As implicações desta mudança são visíveis no Fórum Económico Mundial de Davos. O número de representantes dos chamados países BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – duplicou desde 2005.

Vineet Nayar é o presidente da HCL Technologies, uma empresa indiana que está na linha da frente dos serviços de Informação e Tecnologia: “Penso que os mercados emergentes, sobretudo a Índia e a China, têm que ser vistos de duas perspectivas. Em primeiro lugar, são mercados muito grandes, o que já é uma razão para o mercado voltar ao crescimento. É um mercado atractivo, desse ponto de vista. Depois, há o aspecto da inovação, que é preciso ter em conta”.

Os países emergentes lançam desafios aos mais ricos de várias formas, mas são também uma oportunidade de expansão para as empresas ocidentais, graças ao maior poder de compra. Mas há ainda muita pobreza. Diz Hans-Paul Bürkner, presidente do Boston Consulting Group: “É preciso não esquecer que há milhares de milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza, pessoas que têm esperança e que estão prontas a trabalhar por um melhor nível de vida”.

Ajudar as empresas ocidentais que lutam para entrar nos mercados emergentes é também uma forma de ajudar as economias desenvolvidas a saír da crise, o que deve também obrigar estas empresas a repensar os produtos e serviços que oferecem.

Explica Fabrice Seiman, presidente do fundo de investimento Lutetia Capital: “A redistribuição dos mapas, no plano internacional, é uma das grandes lições da crise. Quando vemos que, no ano passado, houve uma diferença de 15 pontos de crescimento entre a China, com 10%, e a Alemanha, com -5%, compreendemos que se está a passar alguma coisa. Nós, europeus, vamos ter que trabalhar o dobro”.

São mais jovens, mais espertos e mais rápidos: os países emergentes estão a movimentar a economia do mundo e também a agenda de Davos. Nesta estância alpina, mostraram qual a direcção a seguir para saír da crise.