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Davos a caminho do consenso sobre reforma do sistema financeiro

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Davos a caminho do consenso sobre reforma do sistema financeiro

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Depois de vários dias de costas voltadas, banqueiros e governantes começam a encontrar pontos em comum sobre a necessidade de regulações financeiras globais.

As duas partes estiveram reunidas no Fórum Económico Mundial, em Davos, este sábado.

Os problemas orçamentais de alguns estados, como a Grécia suscitam inquietação e a tão falada reforma bancária não agrada a todos.

O director geral do FMI diz que o mais difícil agora é escolher o momento certo para retirar as medidas de apoio à economia.

“A questão não é saber se o fazemos três meses antes ou depois. Vamos ter de lidar com isto durante cinco, seis ou sete anos, dependendo do país.
Assim, a diferença entre retirar os estímulos demasiado cedo ou demasiado tarde é muito grande. A nossa recomendação é não sair muito cedo, o que significa que tudo o que foi planeado para 2010 em termos de estímulos, terá de ser implementado”, afirmou Dominique Strauss-Kahn.

O presidente do Deustche Bank concorda que é preciso cautela, até porque o mundo económico vive uma situação nova e as consequências são imprevisíveis.

“O sector da banca está a ser claramente beneficiado com as iniciativas levadas a cabo pelos governos e bancos centrais. Mas há também o risco do timing e do impacto das estratégias de saída, que é desconhecido para nós, porque nunca passámos por isto”.

O clima é também um dos quebra-cabeças dos líderes reunidos em Davos. O FMI anunciou a criação de um fundo verde para financiar a luta contra as alterações climáticas.