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França, Itália e Dinamarca debatem proibição do véu islâmico integral

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França, Itália e Dinamarca debatem proibição do véu islâmico integral

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O primeiro-ministro francês quer submeter ao Parlamento um projecto de lei para proibir o uso do véu islâmico integral. Esta sexta-feira, François Fillon enviou uma carta ao Conselho de Estado, pedindo respostas até ao fim de Março.

Depois de seis meses de debate, uma comissão parlamentar propôs, esta semana, a proibição do uso da burca e do niqab em repartições administrativas, hospitais, transportes públicos e escolas, mas mantendo a possibilidade de usar o véu integral na rua.

A ministra italiana da Igualdade de Oportunidades quer uma lei que proíba o uso do véu nos locais públicos. Já está a ser discutida uma adenda à lei antiterrorismo de 1975, que proíbe a entrada em edifícios públicos de rosto coberto. O tema transformou-se em bandeira de campanha da Liga do Norte, tendo em vista as eleições regionais de Março.

Também na Dinamarca, o primeiro-ministro afirmou que a burca e o niqab não fazem parte da cultura nacional. “Não queremos que os funcionários públicos usem a burca ou o niqab. Devemos poder ser identificados, seja quando andamos de transportes ou quando somos submetidos a um controlo de passaporte. Vamos certificar-nos de que as regras são reforçadas”, garantiu Lars Loekke Rasmussen.

Mas para as mulheres em causa, tirar o véu pode significar perder liberdade. É o que pensa uma dinamarquesa que afirma que terá de “ficar em casa, o que será uma prisão.”

De acordo com um estudo da Universidade de Copenhaga, em cinco milhões e meio de habitantes na Dinamarca, há 100 mil mulheres muçulmanas e apenas 150 usam o niqab.