Última hora

Última hora

Tony Blair faria tudo de novo

Em leitura:

Tony Blair faria tudo de novo

Tamanho do texto Aa Aa

O ex-primeiro-ministro britânico não mostrou qualquer sinal de arrependimento por ter arrastado o país para a invasão do Iraque e ter enviado 45 mil militares para o terreno.

Durante as seis horas em que foi interrogado pela comissão de Inquérito sobre a guerra do Iraque, Blair não cedeu. Disse que até à invasão acreditava que o Iraque tinha armas de destruição maciça e que, após o 11 de Setembro, não podia assumir o risco de não fazer nada.

Actualmente enviado especial do Quarteto para o Médio Oriente, Blair afirmou que a ameaça representada pelo Iraque em 2003 perdura em 2010 no Irão. “Tenho poucas dúvidas. O que penso – e outras pessoas podem pensar de forma diferente – é que hoje estaríamos perante uma situação em que o Iraque estaria a competir com o Irão no desenvolvimento de armas nucleares e, pior ainda, no apoio a grupos terroristas”, afirmou.

Blair apenas admitiu, pela primeira vez, que houve erros no planeamento do pós-guerra. Mas continua convencido de que Saddam Hussein era uma “ameaça não só para a região, mas também para o mundo” e que deixá-lo no poder teria tido piores consequências.

“Criminoso de guerra” foi o grito entoado por centenas de manifestantes no exterior. Entre eles, familiares dos 179 soldados britânicos mortos no Iraque. Muitos reclamavam que o ex-primeiro-ministro seja julgado no Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra. Um desejo reforçado depois do presidente da comissão de inquérito ter perguntado três vezes a Blair se estava arrependido e da resposta ter sido negativa.