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Americanos detidos negam tráfico de crianças no Haiti

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Americanos detidos negam tráfico de crianças no Haiti

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Os dez norte-americanos presos preventivamente e suspeitos de tráfico de 31 crianças haitianas asseguram lutar contra este crime.

Cinco homens e cinco mulheres com passaporte dos Estados Unidos foram identificados como membros de um grupo chamado “Refúgio para a nova vida das crianças”. A polícia interceptou-os na fronteira do Haiti com a República Dominicana.

Interpelados pelas autoridades dizem que a única intenção é a de ajudar vítimas do sismo, principalmente por causa do impasse do Governo haitiano.

A este impasse junta-se agora um novo foco de tensão com as autoridades da Florida, que têm recebido grande parte das vítimas.

Os americanos suspenderam a evacuação dos feridos para os Estados Unidos. Alegam razões económicas e de logística.

A notícia caiu mal e já provocou reacções.

“Há alguns feridos que têm dinheiro. Partiram para Santo Domingo, em Miami, ou para a Martinica. Mas para outros não é bem assim”, disse o ministro da saúde haitiano, Alex Larsen.

O governador da Florida convidou Washington a custear parte dos medicamentos e pediu a colaboração de outros estados.

Entretanto, as Nações Unidas anunciaram que vão arrancar este domingo com uma nova campanha de distribuição maciça de alimentos, na capital haitiana, Port-au-Prince.

Desde que a terra tremeu no Haiti, a 12 de Janeiro, já morreram mais de 200 mil pessoas.