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Crise grega no centro das atenções em Davos

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Crise grega no centro das atenções em Davos

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A Comissão Europeia recomenda uma redução dos salários da função pública na Grécia. Esta é uma das medidas que Atenas deve adoptar no programa de saneamento das contas públicas.

Os problemas orçamentais da Grécia estiveram no centro das atenções no Fórum Económico Mundial, explica o enviado especial da Euronews. “Em Davos, alguns economistas avisaram que a dívida pública de países como a Grécia é uma bomba-relógio que pode destruir o euro. A bomba não vai rebentar se forem cumpridas duas condições: mais solidariedade na zona euro e mais austeridade para os países afectados.”

O receio de que o governo grego seja incapaz de reduzir a despesa continua a influenciar os mercados e a enfraquecer a moeda única, o que alimentou especulações de uma saída do país da zona euro.

O comissário europeu dos Assuntos Económicos descartou, no entanto, essa hipótese. “Até há poucos dias, diziam que o euro estava demasiado forte, sobrevalorizado pelos mercados. E agora, de repente, há gente que diz que a zona euro vai dividir-se. Não é o caso. A zona euro está a permitir que todas as economias do euro enfrentem melhor a crise, com mais recursos, mais apoio e mais responsabilidade. Em troca, devem adoptar medidas necessárias para ajustar os desequilíbrios provocados pela crise.”

A Grécia fechou as contas, no ano passado, com um défice de mais de 12% e uma dívida pública na casa dos 130% do PIB. O primeiro-ministro comprometeu-se a baixar o défice para 8.7% este ano e espera atingir a meta dos 3% em 2012.