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Julgamento do acidente do Concorde em Paris

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Julgamento do acidente do Concorde em Paris

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Mega-processo do acidente do Concorde da Air France, que matou 113 pessoas há 10 anos, tem início amanhã, terça-feira, em Paris.

No dia 25 de Julho do ano 2000, o avião supersônico despenhou-se alguns minutos depois de levantar voo do aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle com destino a Nova Iorque. 113 pessoas morreram, quatro delas em terra.

No banco dos acusados sentam-se os representantes da americana Continental Airlines proprietária de um avião que, quatro minutos antes do acidente, tinha perdido na pista uma lamela de titânio. A companhia aérea é acusada de “homicídio involuntário”. A defesa da Continental vai tentar provar que o Concorde se incendiou antes do contacto do pneu com a placa perdida.

“A versão da peça da Continental como causa do acidente é só a versão oficial. Nós defendemos que o incêndio no Concorde começou oito segundos antes de ter contacto com a lâmina, ou ou seja, 700 metros antes”

Mas então, o que terá causado a explosão do pneu, que desencadeou a a tragédia?
Uma das hipóteses é a existência de uma bossa na pista. A roda não terá resistido ao choque do peso do avião por faltar uma peça no trem de aterragem.

A segurança e a concepção do Concorde estão em causa.

Dois engenheiros da Aerospatiale e um delegado da segurança aérea francesa vão estar no banco dos réus por causa da fragilidade dos reservatórios de combustível nas asas.

“As nossas investigações demonstraram que este tipo de acidentes, com restos de pneus que perfuram os depósitos de combustível, ocorreram pelo menos dez vezes antes da tragédia. Por isso achamos que os responsáveis de Air France tinham boas razões insisto muito boas razões, para controlar se o Concorde era um aparelho seguro ou não”.

Em consequência do acidente em Paris, a Air France e a Brithsh Airways suspenderam definitivamente os voos do avião supersónico em Abril de 2003.