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Orçamento dos EUA: quem ganha e quem perde

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Orçamento dos EUA: quem ganha e quem perde

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O orçamento agora apresentado por Barack Obama tem vencedores e perdedores. Com o documento, apresentado para o ano fiscal que começa em Outubro, o presidente é obrigado a fazer um malabarismo para poder, ao mesmo tempo, cumprir as promessas e respeitar a redução do défice.

O total do orçamento é de 3,8 biliões de dólares, enquanto o défice previsto é de 1,27 biliões, a descer 19% em relação ao nível recorde de agora.

Os principais ganhadores são a educação e pesquisa, as pequenas e médias empresas, a segurança dos aeroportos e os gastos militares.

Ao ajudar as PME, com um pacote de reduções fiscais de 100 mil milhões de dólares, a administração Obama quer continuar o combate ao desemprego.

Menos popular é o aumento do esforço militar no Afeganistão. Para o terreno vão seguir em breve mais 30 mil homens, que vão juntar-se aos 68 mil que já lá estão. O presidente incluiu, no orçamento do próximo ano, 159 mil milhões de dólares para financiar as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Do lado dos perdedores, os mais penalizados são os lares mais ricos, os bancos, a NASA, a luta contra as mudanças climáticas ou ainda o plano de saúde.

Os lares com um rendimento anual superior a 250.000 dólares perdem as vantagens fiscais que ganharam durante a administração Bush. Os bancos têm também a vida menos facilitada, com novos impostos.

Quanto ao plano de troca de emissões de CO2, destinado a lutar contra a mudança climática, não aparece neste novo orçamento.