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Arrancou o julgamento sobre o acidente do Concorde

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Arrancou o julgamento sobre o acidente do Concorde

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25 de Julho de 2000, dois minutos depois de levantar voo, o Concorde da Air France incendiou-se e despenhou-se sobre um hotel na localidade de Gonesse. Os protagonistas do acidente, que causou 113 mortos, começaram a ser julgados em Pontoise, nos arredores de Paris.

A maioria dos passageiros era de nacionalidade alemã. No banco dos réus estão hoje a companhia aérea norte-americana Continental Airlines e mais cinco pessoas acusadas de homicídio involuntário.

A pena pode ir até cinco anos de prisão e uma multa de 75 mil euros.

O advogado da Air France, Fernand Garnault, afirma que o “pessoal da Continental não deve ser condenado a pena de prisão porque não foi um acto deliberado mas deve ser responsabilizado porque foram eles que estiveram na origem dos acontecimentos”.

Segundo a Comissão de Inquérito o acidente foi provocado por uma pedaço de titânio deixada por um avião da Continental Airlines, que acabara de levantar voo da mesma pista.

Um pneu do avião estourou ao pisar o metal os pedaços expelidos furaram o depósito de combustível, provocando um derrame de combustível e um incêndio.

A defesa da Continental põe em causa a independência da comissão de inquérito e questiona a Air France afirmando que nesse dia o Concorde não deveria ter tido autorização para descolar”.

Depois do acidente, os Concordes da Air France e da British Airways foram proibidos de voar.

Estiveram 15 meses em terra e, em 2003, deixaram mesmo de funcionar.

Apenas algumas famílias das vítimas estão a assistir ao julgamento, muitas já receberam uma indemnização da Air France, em troca de não avançarem com queixas contra esta companhia.