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Um processo complexo e tardio para apurar responsabilidades

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Um processo complexo e tardio para apurar responsabilidades

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Em Paris começa hoje o processo do acidente do Concorde da Air France, que matou 113 pessoas há 10 anos.

No banco dos rèus sentam-se os representantes da Continental Airlines proprietária de um avião que, quatro minutos antes do acidente, tinha perdido na pista uma lamela de titânio. A companhia aérea é acusada de “homicídio involuntário”.

A defesa da Continental vai tentar provar que o Concorde se incendiou antes do contacto do pneu com a placa perdida.

“A versão da peça da Continental como causa do acidente é só a versão oficial. Nós defendemos que o incêndio no Concorde começou oito segundos antes de ter contacto com a lâmina, ou ou seja, 700 metros antes”

Uma das hipóteses é a existência de uma bossa na pista. A roda não terá resistido ao choque do peso do avião por faltar uma peça no trem de aterragem.

A segurança e a concepção do Concorde estão em causa.

Dois engenheiros da Aerospatiale e um delegado da segurança aérea francesa vão estar no banco dos réus por causa da fragilidade dos reservatórios de combustível nas asas.

Em consequência do acidente em Paris, a Air France e a Brithsh Airways suspenderam definitivamente os voos do avião supersónico em Abril de 2003.

Os familiares das vítimas esperam há dez amos que justiça seja feita