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China refuta acusações dos EUA

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China refuta acusações dos EUA

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As relações sino-norte americanas caiem a pique. A China respondeu às recentes criticas de Barack Obama. Pequim defendeu a política cambial do país e considerou infundadas as alegações de Washington de que existe uma manipulação deliberada do valor do Yuan para fomentar as exportações para os Estados Unidos.

Um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês salientou que “o desequilíbrio na balança comercial entre a China e os Estados Unidos não é provocado pelo valor da divisa”. Zhaoxu acrescentou que “acusações e pressões não vão resolver o problema”.

A China prefere orientar a política de câmbios o valor da sua divisa, com base em critérios domésticos, e recusa sacrificar o crescimento económico para agradar países terceiros.

Desde 2005, a cotação do yuan subiu cerca de 20 por cento em relação ao dólar, mas no último ano manteve-se praticamente indexada à moeda norte-americana.

Ontem, Barack Obama anunciou uma mudança na política de divisas.

“Um dos desafios que devemos enfrentar, no plano internacional, é o mercado de divisas e a forma como ele se ajusta, de forma a evitar que os preços dos nossos bens sejam aumentados artificialmente e que os preços dos bens das outras nações sejam reduzidos artificialmente”, disse Obama.

Esta troca de palavras azedas é o mais recente capítulo de vários diferendos que se agudizaram nos últimos tempos entre a primeira e a terceira economias mundiais.

A título de exemplo: este mês, Barack Obama vai mesmo encontrar-se com Dalai Lama. E Pequim vai avançar com sanções contra firmas de armamento americanas em resposta ao recente contrato de armas entre Washington e Taiwan.