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Economia gera discórdia entre Washington e Pequim

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Economia gera discórdia entre Washington e Pequim

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A guerra de palavras está aberta entre a China e os Estados Unidos, a respeito do comércio. Washington insiste que Pequim continua a aplicar medidas que impedem a entrada dos produtos americanos no mercado chinês. Pequim defende-se e diz que não há nada de errado com as tarifas que são aplicadas e que o país não tem como objectivo ter um superavit comercial com os Estados Unidos.

Nos últimos tempos, fruto da crise, o ritmo das exportações chinesas têm abrandado e o país quer virar-se mais para a procura interna.

Mas as acusações de proteccionismo recaem também sobre os Estados Unidos. A China acusa os norte-americanos de impor demasiadas restrições à importação de pneus chineses.

Os Estados Unidos tiveram em 2009 um défice comercial de mais de 207 mil milhões de dólares. Se as exportações foram de pouco mais de 61 mil milhões, já o que os Estados Unidos importaram da China atingiu os 270 mil milhões de dólares.

Ao tentarem reduzir este gigantesco défice comercial que têm com a China, os Estados Unidos querem conseguir uma maior penetração naquela que é já uma das maiores economias globais e assim dar um impulso à sua própria economia.

Outro pomo da discórdia entre Pequim e Washington é a cotação do yuan. Isto embora o governo chinês diga que as reavaliações que foram feitas na divisa são suficientes. O senador republicano Charles Grassley pediu que a China fosse oficialmente designada como país manipulador de divisas.