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Haitianos acusam autoridades de corrupção na entrega da ajuda

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Haitianos acusam autoridades de corrupção na entrega da ajuda

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Quem canta seus males espanta é um ditado português que os haitianos seguiram à letra. Milhares de pessoas saíram à rua, entoando canções onde acusam as autoridades de corrupção e de roubo da ajuda.

Acusam os funcionários públicos de exigirem dinheiro em troca das senhas alimentares que o Programa Alimentar Mundial, da ONU, está a distribuir gratuitamente. “A presidente da câmara de Petionville disse-nos que tínhamos que pagar 50 dólares haitianos. E pegou no arroz e levou-o para um armazém”, queixa-se uma jovem mulher.

Esta sexta-feira, Bill Clinton estará no Haiti, para coordenar a ajuda internacional à ilha. Um cargo para o qual acabou de ser nomeado pelo secretário-geral das Nações Unidas.

Ban Ki-moon já pediu ao antigo presidente norte-americano que organize uma recolha de fundos, no próximo dia 17.

Depois do sismo de 12 de Janeiro, que fez mais de 200 mil mortos e 300 mil feridos, uma outra ameaça paira sobre os haitianos: a estação das chuvas aproxima-se e com ela os perigos para os cerca de três milhões de pessoas que ficaram sem casa.

Só num acampamento nos arredores de Port-au-Prince, vivem cerca de 700 mil pessoas, sem água canalizada, sem electricidade e completamente dependentes da ajuda internacional.