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Lançamento de foguetão iraniano dispara críticas ocidentais

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Lançamento de foguetão iraniano dispara críticas ocidentais

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Os Estados Unidos descreveram o teste de um foguetão anunciado esta quarta-feira pelo Irão como “um acto de provocação”.

O regime de Mahmud Ahmadinejad disse que o objectivo é colocar em órbita um satélite semelhante aos apresentados ao presidente numa cerimónia que integra as celebrações dos 31 anos da Revolução Islâmica.

O teste surge um dia depois de Teerão se dizer finalmente disposta a enviar urânio enriquecido para o estrangeiro em troca de combustível nuclear.

O chefe da diplomacia russa sublinhou que “infelizmente, os iranianos não apoiaram o acordo preliminar e iniciaram alternativas não validadas pela Agência Internacional de Energia Atómica. Se estiverem dispostos a voltar à fórmula original, serão bem-vindos”.

O homólogo alemão foi mais longe e afirmou que o Irão deve fazer concessões reais e não apenas falar delas.

Guido Westerwelle disse que “se são apenas tácticas, a comunidade internacional vai concordar em novas acções e, neste caso, não se podem excluir sanções, porque o que conta são as acções, não as palavras”.

Ontem, Washington indicou ao Irão que se a mudança de atitude é séria, Teerão deve informar directamente a AIEA.

Vários analistas acreditam que Ahmadinejad tenta apenas ganhar tempo enquanto lida com as pressões internas.