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Trabalhadores gregos contra medidas de austeridade

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Trabalhadores gregos contra medidas de austeridade

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A crise da Grécia trouxe para a rua pessoal aduaneiro e do fisco. É o apenas o início de um vasto movimento de contestação que se avizinha. A Confederação dos Trabalhadores da Grécia, um dos mais influentes sindicatos do país, já convocou uma greve geral o próximo dia 24.

Em causa, as medidas de austeridade que o governo de Atenas foi obrigado a tomar. “Vamos aumentar os impostos, cortar os salários mais elevados da função pública e também vamos restruturar a administração”, explicou o primeiro-ministro, George Papandreou.

Num país onde a economia paralela tem um peso considerável, as empresas que pagam impostos são as que têm mais dificuldades em sobreviver. É o caso do maior fabricante de sapatos do país, que vai fechar em breve as suas portas. “Há dois meses que não recebemos salários”, diz um trabalhador. “Mas o mais difícil foi há dois meses quando fomos informados do encerramento.”

A situação da Grécia é crítica. A dívida pública ultrapassa os 294 mil milhões de euros e o défice disparou bem acima dos 3% do PIB autorizados pelo Pacto de Estabilidade.

Bruxelas aprovou o plano de austeridade de Atenas, que passa igualmente pela subida dos impostos sobre os combustíveis e pelo aumento da idade da reforma.

A crise do país reflecte-se na bolsa de Atenas e contagia as principais praças europeias.