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50 mil funcionários protestam contra Sócrates

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50 mil funcionários protestam contra Sócrates

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Foi uma sexta-feira que não deixou saudades a José Sócrates. 50 mil funcionários públicos desfilavam no centro de Lisboa em protesto contra o congelamento de salários. No Parlamento, a oposição unia-se, pela primeira vez, contra o governo minoritário socialista.

Carvalho da Silva, o líder da CGTP, também desfilou, ao lado dos manifestantes que não pouparam Sócrates. Os sindicatos reclamam aumentos salariais de 4,5%, num mínimo de 50 euros. Dizem que não querem ser eles a pagar a crise outra vez.

Mas o Governo argumenta que a redução do défice é uma prioridade que não se compadece com aumentos de salários.

Ao mesmo tempo, no Parlamento, a oposição juntava-se numa votação inédita, para aprovar uma lei que aumenta a capacidade de endividamento das regiões autónomas e aumenta os fluxos financeiros para a Madeira e Açores.

O ministro das Finanças foi rápido a reagir. Teixeira dos Santos diz que tudo fará, para contornar os efeitos dessa lei, que agravariam o défice das contas publicas.