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Governo turco aperta o cerco à rede Ergenekon

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Governo turco aperta o cerco à rede Ergenekon

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As conspirações militares continuam a agitar a Turquia.

Dezanove suspeitos, incluindo nove oficiais da marinha, vão ser julgados em Maio por tentativa de assassínio de importantes personalidades da elite militar. Em causa, está uma alegada tentativa de golpe de Estado para derrubar o executivo
pró-islamista de Recep Tayyip Erdogan.

A luta pelo poder é de longa data, assim como a tensão entre as forças armadas e o executivo. Erdogan afirma que acabou o tempo dos golpes militares. Alguns analistas dizem que as investigações servem para silenciar a oposição laica.

No centro das conspirações, a rede Ergenekon, um grupo clandestino acusado de tentar derrubar o governo.

Esta sexta-feira, um tenente-coronel foi condenado a quatro anos de prisão e expulso das Forças Armadas. Mustafa Donmez era acusado de ter roubado e escondido armas do exército.

Além de colocar os militares na barra dos tribunais,
o governo aprovou, há dois dias, o fim de um protocolo para a segurança, que permite ao exército organizar operações nas cidades sem a autorização dos poderes locais.

Uma decisão que serve igualmente as ambições de integração na União Europeia, que critica a influência das forças armadas na vida política.

As últimas sondagens mostram que a confiança da população no exército desceu para 63%. Ainda assim, a opinião pública confia mais nos militares do que nos políticos.