Última hora

Última hora

Audições no PE: Um teste por vezes fatal

Em leitura:

Audições no PE: Um teste por vezes fatal

Tamanho do texto Aa Aa

Uma semana, 26 comissários e outras tantas audições. O Parlamento Europeu (PE) não pode rejeitar individualmente os comissários, mas mostra qual é o seu verdadeiro poder. Os candidatos vêem-se, por isso, obrigados a passar um mau momento. Alguns passam o teste, outros sobrevivem e há os que não passam.

Este ano, o teste foi fatal para a búlgara Rumiana Jeleva, designada para a pasta da Cooperação e Ajuda Humanitária.

A ex-ministra dos Negócios Estrangeiros acabou por retirar-se, debaixo de críticas sobre incompetência, conflito de interesses e suspeitas sobre as ligações do marido com a máfia. Jeleva foi substituída por compatriota, reputada economista do Banco Mundial, mas isso implicou um atraso em todo o processo.

Catherine Ashton, chefe da diplomacia europeia, já estava em funções mas teve de submeter-se ao teste. Passou mas não convenceu.

A baronesa já era criticada pela falta de experiência e, nas três horas de audição, não aprofundou a sua visão da política externa da União. Mesmo assim, os eurodeputados não a puderam rejeitar, pois tinha sido nomeada pelos Estados membros com base num equilíbrio entre forças políticas.

Há também aqueles que passaram a audição com sucesso. Entre eles, esteve Michel Barnier.

O francês, apontado para a pasta do Mercado Interno, era mal visto pelos britânicos, em especial pela City. Temia-se que Barnier chegasse para impor a regulação dos mercados, defendida por Paris. No final, Barnier convenceu tudo e todos de que não é o homem de Nicolas Sarkozy na Comissão.

Veja aqui a nossa edição especial