Última hora

Última hora

Durão Barroso: O "camaleão"

Em leitura:

Durão Barroso: O "camaleão"

Tamanho do texto Aa Aa

Apesar de um primeiro mandato com um balanço contestado, Durão Barroso conseguiu em Setembro de 2009 um voto de confiança dos eurodeputados e, aos 53 anos, vai liderar uma segunda Comissão Europeia.

Não é uma figura consensual, mas a capacidade de adaptação é um facto reconhecido em Bruxelas, a tal ponto que o líder dos socialistas europeus lhe chama “camaleão”. Martin Schulz explica: “Quando fala aos socialistas é socialista, quando fala aos liberais é liberal, quando trata com os Verdes é um ecologista”.

Adaptação e determinação tinham sido os motores da sua ascensão política. Uma carreira que começou nos tempos de estudante antes do 25 de Abril. Foi um dos líderes do MRPP, passou pela secretaria de Estado para os Assuntos Externos e Cooperação e foi ministro dos Negócios Estrangeiros. Em 2002 chega à chefia do governo social-democrata e, um ano depois, acolheu a cimeira dos Açores onde se decidiu a guerra no Iraque.

A reunião acabou por lhe valer o apoio britânico para, em 2004, ser nomeado de forma surpreendente para a presidência da Comissão Europeia. O apoio à guerra acabou por não ser uma mancha no currículo contrariamente a tantos outros.

Mas para este segundo mandato, Durão Barroso sabe que “não tem um cheque em branco”.

Veja aqui o nosso dossiê especial