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Potências denunciam decisão unilateral do Irão de enriquecer urânio

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Potências denunciam decisão unilateral do Irão de enriquecer urânio

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As principais potências mundiais condenaram a decisão unilateral do Irão de começar, esta terça-feira, a enriquecer urânio a 20 por cento, na central de Natanz.

Há vários meses em negociações com a Agência Internacional de Energia Atómica, esta decisão implica uma clara rejeição da proposta internacional de enriquecer o urânio e depois devolvê-lo ao Irão.

O regime dos aiatolas alegou estar “frustrado” devido à falta de acordo durante as negociações. Mas Moscovo já veio dizer que duvida da sinceridade de Teerão.

A agência internacional é apoiada, entre outras potências, pelos Estados Unidos, França, Rússia, China e Alemanha.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, após um encontro com vários embaixadores europeus em Jerusalém, sem surpresa apelou ao endurecimento das acções: “A comunidade internacional tem de se decidir quando fala em neutralizar ameaças a Israel, à região e ao mundo. Penso que chegou a altura de a comunidade internacional adoptar sanções duras”.

O chefe da Diplomacia alemã, Guido Westerwelle, reconhece ao Irão o direito à energia nuclear, mas acrescenta: “Se o Irão insiste em não dialogar, esse diálogo vai, então, acontecer ao nível das Nações Unidas e vamos ter de adoptar novas medidas, incluindo alargar o leque de sanções”

E na sequências destas condenações internacionais, dezenas de iranianos apoiantes do regime bloquearam os acessos às embaixadas da França e da Itália em Teerão. “Morte aos hipócritas”, “Vergonha França” ou “Morte aos estados Unidos” foram algumas palavras de ordem proferidas.