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Ucrânia: a laranja amarga de Iulia Timoshenko

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Ucrânia: a laranja amarga de Iulia Timoshenko

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A Ucrânia volta a despertar dividida de uma eleição presidencial, com um vencedor, mas sem um derrotado.

Dois dias depois da vitória cerrada de Viktor Yanukovitch, com uma diferença de apenas 3% de votos, a rival Ioulia Timoshenko ainda não admitiu a derrota.

O resultado, visto como uma desforra do candidato deposto pela revolução laranja, pode abrir caminho a uma nova crise política, uma vez que Yanukovitch não dispõe de maioria no Parlamento.

O analista político Mikhail Pohrebinsky mostra-se inquieto com o impasse, “é importante prosseguir a cooperação com o FMI e com o Banco Mundial. Precisamos de mais investimento para recuperar a legitimidade e reputação do país para podermos dialogar com a Europa, não creio que Yanukovitch se preocupe apenas com as relações com a Rússia”.

Com o país a atravessar uma grave crise económica, Timoshenko poderá preparar-se para uma batalha legal nos tribunais, depois de ter acusado o opositor de fraude.

Mas depois dos observadores internacionais terem validado o escrutínio, parece pouco provável o regresso das manifestações de rua que marcaram a revolução de 2004.

Timoshenko reafirmou ontem que não aceitará a vitória de Yanukovitch, uma posição que poderá precipitar a convocação de eleições antecipadas.

Os analistas temem, no entanto, um agravamento da situação económica do país se um presidente e um primeiro-ministro não forem nomeados nas próximas semanas.