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Espanha não quer sacrificar política social em nome da recuperação económica

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Espanha não quer sacrificar política social em nome da recuperação económica

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Zapatero joga em todas as frentes para recuperar a confiança dos mercados na economia espanhola.

O primeiro-ministro compareceu ontem frente ao Senado para garantir que não haverá cortes na despesa destinada à protecção social e que qualquer reforma laboral será negociada calmamente, em acordo com os parceiros sociais.

Para garantir o apoio dos partidos de esquerda e dos sindicatos ao plano de recuperação da economia, o chefe de governo anunciou que vai prolongar por 6 meses o pagamento dos subsídios de desemprego de 426 euros que deveriam ter expirado em Janeiro. A medida atinge 500 mil pessoas entre as camadas mais pobres da população.

Um gesto simbólico com que Zapatero consolida o apoio dos sindicatos, depois de ter chegado a um acordo para limitar os aumentos salariais nos próximos dois anos entre 1 e 2,5%.

A viagem da ministra e do secretário de Estado da economia à City de Londres, no início da semana, e ontem a Paris foi bem recebida pelos investidores nos mercados de dívida.

O ministro do Desenvolvimento prometeu ontem mais controlos para evitar a pressão dos especuladores sobre a economia.

A grande prioridade passa pela redução do desemprego dos actuais 19% para os 15% até 2013.