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Países ribeirinhos juntam-se para salvar o Mar Báltico

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Países ribeirinhos juntam-se para salvar o Mar Báltico

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É preciso salvar o Mar Báltico! Por ser um dos mares mais poluídos do mundo, os países ribeirinhos comprometeram-se a agir para realizar um verdadeiro milagre, tendo em conta a gravidade da situação.

Reunidos em Helsinquia, os representantes dos nove países ribeirinhos reconheceram que é necessário agir rapidamente. A presidente da Finlândia, Tarja Halonen, denunciou, mesmo, um verdadeiro paradoxo:

“ Hoje, alguns dos países mais ricos e ecologistas, no mundo, situam-se à beira das mais poluídas águas. É uma tragédia. ‘E evidente que algo deve ser feito e depressa”.

A presidente lituana, Dalia Grybauskaite, sublinhou a urgência:

“Enfrentamos um desafio internacional histórico, que gostava que assumíssemos, que é o depósito de armas químicas e convencionais no fundo do Mar Báltico.”

Quase fechado, muito pouco profundo e foz de numerosos rios, o Mar Báltico é muito frágil. Nove Estados partilham as margens.

90 milhões de pessoas habitam a bacia. Os desperdícios das actividades industriais, agrícolas e quotidianas acabam no Báltico ao ponto de o sufocar.

A proliferação de algas priva a água de oxigénio e é uma das mais graves ameaças do ecosistema báltico, como explica o cientista finlandês, Juuka Jormola:

“É causada pelos nutrientes, demasiados nutrientes na água, como o nitrogénio e o fósforo. Algumas destas algas são venenosas para as crianças que querem nadar, e estas algas aparecem noutros lagos e no Mar Báltico. “

Para alterar a situação é necessário fazer grandes investimentos no saneamento das águas residuais, como se faz na estação de tratamento em Saint Petersbourg, inaugurada em 2005, e feita com a ajuda finlandesa de 10 milhões de euros. Custou 200 milhões. Uma gota de água no Mar de necessidades a enfrentar.