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Londres ao corrente de actos de tortura do exército norte-americano

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Londres ao corrente de actos de tortura do exército norte-americano

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A justiça britânica forçou o governo a revelar informação confidencial que comprova a detenção e tortura de um cidadão nacional no Paquistão em 2002.

Binyam Mohamed, de origem etíope, acusava a diplomacia britânica de ter estado ao corrente dos abusos de que foi alvo, durante os interrogatórios levados a cabo pelo exército norte-americano.

O advogado do queixoso afirma que, “o documento confidencial era essencial para o processo uma vez que descreve as técnicas de tortura a que Bnyamin Mohamed foi submetido, da privação de sono a simulações de homicídio”.

Os documentos tinham sido fornecidos pelos serviços secretos norte-americanos a Londres.

Para a diplomacia britânica, que perde o recurso nos tribunais, tratavam-se de segredos de Estado, mas os juízes consideraram que o que estava em causa era antes de mais uma questão de violação de direitos humanos.

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, David Milliband, “a importância do pedido ter passado por um tribunal reforça o princípio fundamental da troca de informações com os Estados Unidos. Ou seja que a informação secreta de um Estado não pode ser tornada pública noutro”.

A diplomacia norte-americana afirmou-se ontem profundamente decepcionada com a decisão da justiça britânica.

Binyam Mohammed foi o primeiro prisioneiro britânico a ser libertado em Guantanamo há um ano, sem qualquer acusação.