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Tymoschenko surge para acusar rival

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Tymoschenko surge para acusar rival

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A primeira-ministra ucraniana e candidata derrotada nas presidenciais de domingo, Yulia Tymoschenko, apareceu pela primeira vez em público após o acto eleitoral.

Para além de considerar que a eleição do adversário Viktor Yanukovich foi fraudulenta, Tymoschenko apontou o dedo ao recém-eleito chefe de Estado.

“Ontem o parlamento votou um projecto-lei de Yanukovich sobre direitos sociais. Após as eleições, ele e os seus partidários apenas deram dois votos ao seu próprio projecto-lei. É claro que no campo de Yanukovich ninguém quis melhorar as condições sociais e houve apenas uma manobra eleitoral”, declarou.

A primeira-ministra recusa admitir a derrota no sufrágio e, de acordo com o responsável pela campanha, está a preparar queixas nos tribunais. A mesma fonte referiu que Tymoschenko não vai abandonar o governo como exigiu o adversário.

Viktor Yanukovich exige a demissão da primeira-ministra. O seu director de campanha referiu que Tymoschenko vai ser afastada e substituída. Caso não haja maioria no parlamento, serão convocadas eleições antecipadas.

O horizonte neste país de 46 milhões de pessoas não faz prever alterações no que têm sido os últimos tempos: um constante estado de guerrilha e instabilidade políticas.

A Ucrânia foi bastante afectada pela crise económica e a luta crónica pelo poder ameaça a recuperação.